Câncer de mama

 
As informações contidas nesta página são orientações gerais. Elas nunca devem substituir as especificações feitas pelo médico para o seu caso.
 
O que é câncer de mama?
 
            O câncer de mama é uma alteração na mensagem genética das células da mama que passam a crescer indefinitivamente e invadir outros tecidos. É o tipo de câncer que mais acomete as mulheres, mas, se diagnosticado e tratado precocemente, as chances de cura são bem elevadas. O diagnóstico positivo é sempre uma notícia impactante, mas é importante estar bem informada para conversar com a equipe médica sobre as opções de terapias disponíveis e mais apropriadas para o seu caso. 
 
Saiba mais sobre Mastologia
            Mastologia é a especialidade médica que estuda as doenças da mama, dentre elas o câncer da mama. Esta especialidade vem evoluindo muito devido ao melhor conhecimento das alterações que levam ao câncer e também à detecção precoce do câncer da mama, que permite maior probabilidade de cura, com o emprego de modernos e menos agressivos métodos de tratamento e seguimento da paciente.
 
O que causa o câncer de mama?
            Ainda não existe um conhecimento pleno de todas as causas do câncer de mama; por isso, a principal estratégia de tratamento desta doença visa à sua erradicação cirúrgica na fase inicial de seu desenvolvimento. Alguns fatores de risco estão envolvidos com a maior probabilidade do desenvolvimento desse tipo de câncer, por exemplo: genético, idade acima de 40 anos, gravidez tardia, primeira menstruação precoce, menopausa tardia, antecedente pessoal de câncer, antecedentes familiares de primeiro e segundo graus (avó, mãe, tia irmã e filha) de câncer de mama, dentre outros.
 
Como se detecta o câncer de mama?
            O melhor método para se diagnosticar precocemente o câncer de mama é o exame mamográfico. Por meio dele, podemos identificar a doença antes mesmo dela se tornar um nódulo. A mamografia é um exame indicado principalmente para as mulheres acima de 35 anos, pois nas mulheres muito jovens a imagem mamográfica não apresenta boa definição. Nesses casos, para o diagnóstico, o mastologista pode solicitar outros exames, como a ultrassonografia e a ressonância magnética. Quando associados, eles melhoram as chances diagnósticas pré-terapêuticas. 
 
Como são reconhecidos os sintomas do câncer de mama?
          Os sintomas costumam aparecer tardiamente, podendo surgir incialmente o nódulo. Embora a dor seja o sintoma mais frequente que acometem as mamas, ela raramente está relacionada ao câncer, mas à ação hormonal no parênquima (tecido) mamário. Os sintomas de alerta são os seguintes: abaulamentos que ocorrem nas mamas ou axilas, alterações do tamanho e formato das mamas, retrações na pele e no complexo aréolo-mamilar (bico do seio) e secreções papilares espontâneas. É importante ressaltar que, embora esses sintomas sejam considerados como um sinal de alerta, eles não são necessariamente indicadores da existência do câncer, podendo decorrer de patologias benignas.
 
Quando e como é feita a confirmação diagnóstica?
            As pacientes sintomáticas ou aquelas que apresentam alterações detectadas pelos exames de rotina devem ser submetidas a exames complementares - mamografia e ultrassonografia -, com o objetivo de estabelecer o diagnóstico. Outros exames, em situações especiais, podem ser utilizados, como ressonância magnética e cintilografia mamária. A certeza diagnóstica será obtida por meio da biópsia cirúrgica.
 
O câncer de mama pode ser prevenido?
            Não há como fazer a prevenção primária do câncer de mama, que significa evitar que ele apareça. O que se pode fazer é o diagnóstico precoce da doença, que possibilita o aumento das chances de cura. Sendo assim, hábitos saudáveis são aliados importantes e sua adoção é reconhecida como medida que colabora com a menor possibilidade de ocorrência do câncer. São eles: não fumar, ingerir dieta rica em fibras e pobre em gordura, praticar exercícios físicos no mínimo três vezes por semana e evitar contato com agentes químicos cancerígenos.
 
O câncer de mama tem cura?
            Sim. As chances de cura do câncer de mama podem chegar a 100% dos casos detectados na fase inicial. Quanto mais cedo ele for diagnosticado, melhores serão os resultados.
 
O autoexame é um método diagnóstico?
           Ele pode indicar alterações na mama e muitas vezes é o alerta para que as pacientes procurem pelo atendimento médico, mas o autoexame não substitui a mamografia e nem a consulta ao mastologista. Ele é importante para que a mulher conheça o seu corpo.
 
O câncer de mama é hereditário?
          A maior parte dos canceres de mama não. Apenas 10% são considerados hereditários. O risco aumenta quando existem casos de parentes próximas (avó, mãe, tia, irmã e filha) com câncer bilateral de mama ou de ovário e que tenham sido acometidas com menos de 40 anos.
 
A partir de qual idade as mulheres devem procurar o mastologista?
           Desde o início de sua vida sexual.
 
Qual é a periodicidade necessária para os exames de rotina?
           Normalmente, o exame de rotina deve ser anual, mas poderá ser feito em intervalos diferentes. O mastologista determinará o prazo ideal para cada caso.
 
Como é o tratamento do câncer de mama?
            Os tratamentos são cirúrgico, quimioterápico e radioterápico, dependendo do estadiamento da doença.
 
Quais os tipos de cirurgias existentes?
            Os principais tipos de cirurgias existentes são:
- Mastectomia simples: consiste na retirada total da mama;
- Mastectomia radical: consiste na retirada total da mama junto com os linfonodos (gânglios) da axila;
- Setorectomia: consiste na retirada do tumor, com margem livre ao redor do mesmo, com ou sem a retirada dos linfonodos da axila;.
- Outras técnicas cirúrgicas podem ser necessárias em função das especificidades de cada caso.
 
Quando a mama pode ser reconstruída?
           A mama pode ser reconstruída no mesmo ato cirúrgico da retirada do tumor, mas também é possível aguardar o final do tratamento para isso. O tempo ideal deve ser avaliado pelo mastologista.
 
Todas as mulheres com câncer de mama podem fazer a cirurgia de reconstrução mamária?
          Na maioria dos casos elas podem se beneficiar da cirurgia de reconstrução mamária.
 
A mamografia dói?
          Nem todas as mulheres sentem dor quando fazem o exame de Mamografia, mas algumas se queixam de algum tipo de desconforto provocado pela compressão da mama. Isto porque, para obter imagens detalhadas durante o exame, é necessária a compressão das mamas, o que pode ocasionar dor.
 
A mamografia pode apresentar falhas em seu diagnóstico?
          Todos os exames de diagnóstico por imagem podem apresentar limitações. Por isso, é importante a realização da mamografia em centros médicos de referência.
 
As mulheres com prótese de silicone podem ser submetidas normalmente ao exame de mamografia? 
          Sim. Existe técnica específica para esses casos. A ultrassonografia pode colaborar como exame complementar.
 
Alguns mitos sobre câncer de mama:
 
O uso de desodorante pode causar câncer de mama?
          Não. O câncer de mama não está relacionado com o uso de desodorantes.
 
Sutiã causa câncer de mama?
          Não. Até o momento não existe nenhum estudo que relacione o uso do sutiã com o câncer de mama. 
 
Ingerir água em garrafas plásticas deixadas no carro pode provocar câncer de mama?
          Não. O fato de a garrafa estar ou não no automóvel não faz a menor diferença no desenvolvimento do câncer de mama.
 
As próteses de silicone podem provocar câncer de mama?
         Não. As próteses de silicone não provocam câncer de mama.